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domingo, 2 de janeiro de 2011

Insolação, micose e doenças para evitar durante o verão.



Todo verão é a mesma história. Uma micose aqui, um início de cistite, uma insolação que você contraiu por descuido, uma intoxicação alimentar, bicho geográfico... Muito chato, não é mesmo?

Que tal, então, fazer do verão 2011 um verão mais saudável? Com certeza é uma boa ideia. Confira algumas dicas para, mais do que tratar, saber se prevenir das “doencinhas de verão”.
1- Insolação
Além de fazer mal a nossa beleza e à saúde da nossa pele, a exposição excessiva ao sol intenso também causa insolação, que pode provocar intensa falta de ar, dor de cabeça, náuseas, tontura, fraqueza, irritabilidade, temperatura do corpo elevada, pele quente, avermelhada e seca, extremidades arroxeadas e até mesmo a inconsciência.
Porém, ao contrário do que muitos pensam, é possível ficar com insolação mesmo sem estar diretamente exposto ao sol. Isso porque a areia ou o asfalto, por exemplo, refletem o sol e, desse modo, aumentam a temperatura da pessoa pelo calor.
É muito comum que a pessoa com insolação apresente queimaduras (pele bastante vermelha e ardida) e, quando em estágios mais avançados e graves, apresentem bolhas na pele.
Ao primeiro sinal de insolação, ou de mal estar pelo calor ou exposição direta ao sol, é aconselhado que a pessoa procure a sombra, além de se hidratar de forma adequada. Em casos graves de queimadura e de aumento da temperatura corporal, é necessário procurar o atendimento médico. Evitar tomar sol entre 10h e 17h, no horário de verão e evitar fazer exercícios físicos sob o sol nessas horas é também uma medida bastante sábia. Use também protetor solar FPS 60 pelo menos 15 minutos antes da exposição do sol, repetindo a aplicação a cada duas horas.
2- Desidratação
A desidratação é muito comum no verão, quando perdemos mais líquidos e sais minerais por causa, principalmente, do nosso aumento da transpiração. Normalmente, perdemos em média 2,5 litros de água por dia, seja pela urina, fezes, suor ou até mesmo pela respiração.
Uma pessoa desidratada tem bastante sede, fica muito tempo sem urinar, apresenta a boca e as mucosas secas, fica com os olhos ressecados e fundos e também mais irritada.
Para evitar a perda excessiva de líquidos, prefira locais arejados e com sombras, use roupas leves, e não esqueça de ingerir constantemente líquidos. É importante também estar atento aos alimentos consumidos.
Uma alternativa bastante utilizada para acabar com a desidratação é o soro caseiro (uma colher de chá de açúcar e uma colher de café de sal em um litro de água). A pessoa desidratada deve tomá-lo a cada 20 minutos e, após cada evacuação, no caso de diarréia. Se os sintomas não desaparecerem, consulte um médico o mais rápido possível.
3- Intoxicação alimentar
Principalmente no verão devemos ficar mais atentos à higiene e à conservação dos alimentos. É muito comum que as pessoas se alimentem na praia, nas barraquinhas, ou que até mesmo não conservem os alimentos sob local fresco e arejado. Além disso, os peixes e outros petiscos que ficam expostos por longos períodos à temperatura ambiente também acabam sendo muito perigosos.
A consequência desse conjunto de falta de cuidados é a intoxicação alimentar, que a pessoa adquire ao ingerir alimentos contaminados por microorganismos nocivos que afetam diversos tipos de alimentos.
Os principais sintomas são a diarréia ou um simples desarranjo intestinal, náuseas, vômitos, febre, cefaléias e, até mesmo, desidratação grave. Esses sintomas podem durar poucos dias, nos casos menos graves, em que um dia de repouso e a ingestão de uma grande quantidade de água ou de sucos, podem resolver. Nos casos mais graves, é necessário procurar um médico.
Atenção redobrada com os peixes e carnes em geral, que, geralmente, são mais suscetíveis à ação do meio e ao calor.
4- Cistite
Entrar no mar ou na piscina e passar um dia inteirinho de biquíni molhado é a principal causa de cistite. A umidade e o calor excessivos, junto com a falta de higiene, acabam formando um cenário perfeito para a cistite, que, nada mais é, do que uma doença inflamatória ou infecciosa da bexiga bastante comum em mulheres.
Os principais sintomas são: dor para urinar, ardência, urina amarela escura e turva ou até com sangue.
Para evitá-la nesse verão, alguns cuidados são bastante válidos:
- Não permaneça muito tempo de biquíni molhado. Tenha sempre um seco em mãos para efetuar a troca quando sair da água.
- Evite passar bastante tempo com absorvente interno e, sempre que possível, prefira os tradicionais.
- Não prenda o intestino e sempre vá ao banheiro quando tiver vontade.
- Jamais sente diretamente sem proteção, que pode ser uma canga ou um shorts, na areia.
- Após urinar, procure limpar o locar com papel higiênico neutro, no sentido de frente para trás, ou seja, da barriga para o bumbum.
5- Conjuntivite
No verão, deve-se ficar atento a essa doença, que é uma inflamação da conjuntiva ocular e, em geral, ataca os dois olhos, podendo durar de uma semana a quinze dias. É normalmente bastante contagiosa.
Os principais sintomas da conjuntivite são olhos vermelhos e lacrimejantes, devido à dilatação dos vasos sanguíneos locais, inchaço do olho ou pálpebra, devido ao acúmulo de líquido no local, sensação de areia ou de ciscos nos olhos; aumento do lacrimejamento com a presença de secreção purulenta e, às vezes, dor no local dos olhos.
Para evitar a conjuntivite, siga algumas dicas:
- Evite abrir os olhos debaixo da água;
- Evite coçar os olhos e não mexa neles antes de lavar as mãos;
- Não compartilhe materiais de higiene pessoal;
- Não passe muito tempo com lentes de contato e higienize-as muito bem;
- Não mantenha contato com pessoas com a doença, pois ela é contagiosa.
Já o indivíduo que já estiver contraído conjuntivite, deve:
- Lavar as mãos frequentemente;
- Evitar aglomerações ou frequentar piscinas de academias ou clubes;
- Lavar com frequência o rosto e as mãos uma vez que estas são veículos importantes para a transmissão de microorganismos patogênicos;
- Não coçar os olhos;
- Aumentar a frequência com que troca as toalhas do banheiro e sabonete ou usar toalhas de papel para enxugar o rosto e as mãos;
-Trocar as fronhas dos travesseiros diariamente enquanto perdurar a crise;
- Não compartilhar o uso de esponjas, máscara de cílios, delineadores ou de qualquer outro produto de beleza;
- Evitar contato direto com outras pessoas;
- Evitar usar lentes de contato durante esse período;
- Lavar os olhos e fazer compressas com água gelada, que deve ser filtrada e fervida, ou com soro fisiológico;
- É também importante que essa pessoa não se automedique e, se achar necessário, consulte um oftalmologista.
6- Bicho geográfico
O bicho geográfico se aloja na pele para alimentar-se do sangue e para colocar seus ovos. Ele pode se alojar em qualquer parte do corpo, mas é mais comum na região próxima às unhas.
Os sintomas iniciais são leves coceiras no local, que podem evoluir para quadros mais graves. O ideal é que se procure um médico para fazer a remoção do bicho geográfico, também conhecido como bicho de pé, que traça um caminho sob a pele até ser eliminado.
7- Micoses
Talvez a “doencinha de verão” mais comum, a micose é favorecida pela umidade e pela nossa transpiração. Na realidade, a micose nada mais é do que uma doença causada por fungos e que pode ser adquirida na praia ou nas piscinas.
De acordo com Guilherme de Almeida, dermatologista do Hospital Sírio Libanês, as micoses podem afetar qualquer pessoa, pois em contato com a pele úmida, os fungos se desenvolvem rapidamente. No verão, é mais comum o aparecimento dessa doença nas virilhas, nos pés e nas unhas.
No pé, a micose mais frequente é a frieira, que ocorre entre os dedos e, quando não tratada, pode facilitar a entrada de germes na perna provocando erisipelas. Além disso, com o passar do tempo a frieira provoca mau cheiro.
Ainda segundo Guilherme, o primeiro sintoma é quase sempre uma pequena lesão vermelha, evoluindo mais tarde para uma escamação contínua e uma coceira mais intensa, que pode se agravar com o estresse e exposição solar.
“Ao contrair micose, deve-se procurar um dermatologista e jamais se automedicar”, finaliza o dermatologista.
Algumas dicas para evitar micos(es) no verão:
- Evite andar descalçado em pisos úmidos ou públicos;
- Não compartilhe toalhas;
- Procure não utilizar lava-pés de piscinas e saunas;
- Evite equipamentos profissionais de uso comum (bota, luva, etc.);
- Não coloque roupas e calçados de outras pessoas;
- Só use alicates de cutícula, tesouras e lixas esterilizados;
- Evite meias que não sejam de algodão;
- Seque bem as regiões úmidas após o banho ou após o esporte;
- Não use calçados fechados por muito tempo.
- Faça o pé pelo menos três dias antes de pisar na areia. Unhas sem cutícula e pés lixados são portas abertas à entrada de fungos, vírus e bactérias;
- Na hora do corte das unhas, é melhor optar pelo reto, para não encravar;
- Durante a temporada na praia ou piscina o ideal é que seja feito apenas uma manutenção nas unhas. Lixe-as, hidrate a cutícula, passe uma base e troque a cor do esmalte;
- Evite usar lixa na sola dos pés. Apesar de retirar calos ela elimina a proteção que a sola oferece;
- Passe um creme esfoliante todos os dias e de preferência um creme hidratante à noite após o banho é bem interessante. Isso será suficiente para retirar células mortas e garantir pés macios.

Do R7


Bjks e um excelente 2011! Deus abençoe a todos!


Aline

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